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Improviso.

Uma garota qualquer acordou mais cedo do que devia. Ela tinha uma consulta marcada com um médico qualquer em um hospital qualquer.

Ela sofria de um mal sem nome. Garotas quaisquer sempre sofrem: de amor, de saudades, de cansaço da vida e da falta de vida.

Para chegar no hospital percorreu um caminho sem cor. O céu era cinza, o chão era negro. O ar era tão denso que ela podia toca-lo.

Esqueci de mencionar que fazia frio. Aliás, alem de frio, ventava muito e a garota qualquer usava um cachecol. O cachecol é sempre importante em histórias de garotas quaisquer que sofrem de um mal sem nome e andam por ruas descoloridas.

O vento soprava cada vez mais forte. “Acho que vou voar, talvez assim eu possa tocar o céu”.

Mas ela não voou. Nem tocou o céu.

Seu cachecol voou e ela não tinha forças para correr atrás dele. Pôde Segui-lo com os olhos. Seguia com os olhos o movimento que o vento fazia ao levar para longe seu cachecol.

Eu poderia terminar aqui contando apenas que ela não chegou ao seu destino. Mas soaria triste, muito mais triste do que não ter nome, sofrer, caminhar no frio em uma estrada sem cor e, além disso, perder o cachecol.

Então seguimos. O cachecol passa a ser o personagem principal agora. E eu sei onde quero chegar com isso. O cachecol voa alto, mas o vento perde força e o cachecol vai ao chão.

Do outro lado da rua sem cor a garota qualquer vê o cachecol. Um garoto também sem nome passa por perto. O garoto pega o cachecol e sorri. Sorri porque ele também sofria, e também não via cores no seu caminho até aquele momento.

Os dois se olham. Ele pergunta: “É seu esse cachecol vermelho?” Ela responde: “Sim, é meu. E só agora eu percebo... ele é vermelho”.

A partir de agora... Não sei se eles passaram a ter nome, não sei se na próxima cena eles verão o sol. Não sei nem se ficaram juntos. A verdade é que eu prefiro finais assim... Simples como nas primeiras conversas.




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Este post é dedicado a uma amiga pseudoportuguesa brasileira que vive em Portugal, e que faz minhas conversas no msn serem mais animadas. Uma noite qualquer ela estava com insônia. Ofereci-me para contar uma história, mas não lembrava de nenhuma na hora. Agora eis uma história especialmente pra ela.

10 Oi?:

Brecho Juci disse...

Oi querida,

Aposto que voce não conhece o Brechó Juci, e estamos com novidades:

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Aproveitando, gostariamos de saber se trocam links?

Dá uma conferida,lembrando que é tudo negociavel.

Beijos
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Dário Shoüpaiwisky disse...

Eaewww...
blz?
foi mal por demorar tanto pra retribuir o comentario.
Mas agora estou de volta.
Adorei a parte "_Oi?"
;]
1 abraçoooo

Mandy © disse...

Adorei o textinho!
*-*
Obrigado pelo coment lá no meu blog!
Beijos.

' isaa * disse...

adoorei o blog, vou passar a vir mais aqui !
:D
ja to te acompanhando, viu ?
beijos !

Rafael disse...

Interessante esse texto, me lembrou uma história minha: "Um homem chamado Homem", tem no meu blog... Se puder depois le ele...
bjs

Ana Paula disse...

Moça...Cheguei a arrepiar aqui...
Muito lindo e vc eh uma boa amiga...=)
hehe

pimentinhabm disse...

historia impressionante...

Patricia Cortez disse...

mto criativa....
simplismente incrível...

Mariana Dore disse...

ahuhuahuahuahuahu
ótimaaaa!

;D

Menina Nina disse...

Adorei... e achei bem fofa!